segunda-feira, 15 de junho de 2015

Sexto, digo sétimo sentido!

Dizem que depois da calmaria, a tempestade sempre vem.
Realmente, aproveite enquanto puder.
Tem dia que parece já estar marcado pra gente ter que recomeçar.
No meu caso esse dia sempre foi domingo.
Já acho naturalmente um dia triste, mas nos últimos meses anda demais.
Sempre depois de uma semana tranquila, vem e desmorona tudo no sétimo dia.
Sete, sempre presente; deve ser por isso que gosto tanto desse número.
Há exatos 7 dias do meu aniversário me pego escrevendo sobre dilemas antigos.
Não tão antigos, porque estou de parabéns, as definições de melancolia foram atualizadas com sucesso! 
Analogias à parte, não bastava eu ter sofrido há sete anos atrás, eu quis sofrer mais um pouquinho.
Não, eu não estou louca, digo querer porque tenho ânsia de viver o que acho que tem de ser vivido.
Não importa quanto tempo, quantas pessoas e quantas histórias tenham passado.
E sempre acaba do mesmo jeito, ou seja, não acaba, ou só acaba um pouquinho mais comigo.
Não sou muito de chorar, mas às vezes choro por tantos ciclos em vão.
Por querer deixar as peças no chão, mas acabar ficando nele.
Me pergunto qual é o feitiço necessário para quebrar esse encanto.
Se eu tivesse direito à 7 desejos nesse aniversário, com certeza um deles seria esse.
Mas já que não sou uma princesa da Disney, por enquanto quero não me encantar por alguém pelos próximos sete meses pelo menos (será que é uma meta muito difícil?).
Tenho fome, tenho pressa, quero controlar o tempo, mas eu estava tranquila com a calmaria.
Queria que tivesse durado um pouco mais;
Porque ao invés de me sentir viva, dessa vez me senti menos esperançosa.
E quer saber? Às vezes esperança é a única coisa que te faz suportar a realidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário